A porta IDE tradicional transfere dados de forma paralela. A vantagem da transmissão paralela é que ela é mais rápida do que a transmissão serial, pois transmite vários bits por vez. Sua grande desvantagem, porém, é em relação ao ruído. Como terão de existir muitos fios (pelo menos um para cada bit a ser transmitido por vez), um fio gera interferência no outro. É por esse motivo que os discos rígidos ATA-66 e superiores precisam de um cabo especial, de 80 vias. A diferença entre esse cabo de 80 vias e o cabo IDE comum de 40 vias é que ele possui um fio de terra entre cada fio original, funcionando como uma blindagem contra interferências. Atualmente a taxa de transferência máxima que temos no padrão IDE é de 133 MB/s (ATA-133).
No caso do Serial ATA, ele usa um cabo com apenas quatro fios. Com isso, o problema de interferência simplesmente não existe (desde que o cabo seja blindado por fora - todos os cabos Serial ATA são obviamente blindados). Outra vantagem é que o cabo é fino e não atrapalha em nada na ventilação interna do gabinete. Nesses tempos de processadores de alta freqüência de operação gerando muito calor, essa é uma preocupação importante.
A primeira versão do Serial ATA terá uma taxa de transferência de 150 MB/s. Especula-se que a segunda versão terá o dobro dessa taxa de transferência, ou seja, 300 MB/s. Mas isso não é certo, já que a tecnologia ainda não existe no mercado.
Ao contrário do que ocorre na porta IDE tradicional, na porta Serial ATA só podemos instalar um dispositivo Serial ATA. É possível instalar dispositivos IDE convencionais em portas Serial ATA através de placas adaptadoras. Existem também placas adaptadoras para converter portas IDE comuns em portas Serial ATA, para que você consiga instalar discos Serial ATA em placas-mãe que não tenham esse tipo de porta.

Figura 1: Disco rígido Serial ATA conectado à uma placa-mãe com porta SATA.

Figura 2: Detalhe da porta Serial ATA.

Figura 3: Disco rígido IDE comum conectado à porta Serial ATA através de placa adaptadora.
